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Livro "Feitos de Luz e Sombras" retrata vivências literárias no Theatro Sete de Abril
A escritora Marciele Goetzke falou sobre o processo de criação coletiva da obra, desenvolvida durante imersão no teatro centenário de Pelotas
Na edição do programa Contraponto desta quinta-feira, 3 de abril de 2025, a RádioCom Pelotas conversou com a escritora Marciele Goetzke, integrante do Coletivo Autores de Pelotas, sobre o lançamento do novo livro "Feitos de Luz e Sombras". A obra, escrita de forma colaborativa, foi desenvolvida durante uma imersão artística no Theatro Sete de Abril e será lançada oficialmente no VII Festim de Maio, evento literário promovido anualmente pelo coletivo.
Marciele compartilhou detalhes do processo criativo, das oficinas realizadas no teatro e da dualidade temática que marca a publicação: a luz e a sombra.
Imersão no Theatro Sete de Abril
O projeto surgiu como parte das atividades do Festim de Primavera, uma edição alternativa do evento anual Festim de Maio, adiada no ano passado devido às enchentes. A imersão ocorreu na noite de 12 de outubro de 2024, com a presença de 24 participantes.
“Nos inspiramos em uma experiência que participei em Bento Gonçalves, onde artistas passaram uma noite em um espaço cultural antigo para criar obras. Achei a proposta interessante e resolvi adaptá-la ao nosso coletivo”, explicou Marciele.
Durante o encontro no Theatro Sete de Abril, foram oferecidas três oficinas: uma de palhaçaria; outra voltada à infância e memória afetiva, com Joice Lima; e uma terceira, conduzida por Marciele, com foco no lado sombrio dos personagens.
Luz e sombra
A dualidade entre luz e sombra guiou a construção da obra, tanto nas oficinas quanto na organização do livro. Os primeiros textos abordam temas mais leves, ligados à infância e à esperança. Na segunda parte, os contos e poemas mergulham em temas mais densos, próprios do universo adulto e do gênero do terror, especialidade de Marciele.
“Conversamos muito sobre como equilibrar essas temáticas para não causar gatilhos nos participantes. Tivemos inclusive o apoio de uma psicóloga durante as oficinas”, relatou.
O livro reúne 32 textos entre contos e poemas. A ideia, segundo a autora, é representar a complexidade humana. “Não existe uma pessoa completamente boa ou completamente má. Todas carregam luzes e sombras dentro de si.”
Diversidade
Marciele destacou que o projeto acolheu escritores iniciantes e experientes. Alguns participantes publicaram pela primeira vez. “É muito importante para o coletivo incentivar a literatura local e dar espaço para quem nunca escreveu antes”, afirmou.
Os contos exploram desde conflitos internos até narrativas de horror psicológico. Um dos textos mais marcantes, segundo a escritora, foi inspirado em serial killers e surpreendeu pela intensidade. “Fiquei apavorada com um dos contos. Lembrou até ‘O Silêncio dos Inocentes’”, contou.
Fotografia e design
A capa do livro também nasceu da imersão no teatro e foi desenvolvida com fotografias feitas por Moisés Vasconcelos. “Ele captou perfeitamente a essência do projeto, com imagens que exploram luz e sombra de forma artística”, afirmou Marciele, elogiando o resultado visual.
Confira a entrevista completa no canal da RádioCom Pelotas no YouTube.
Texto de: Redação
Imagem: Arquivo RádioCom
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