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Edição da Manhã: Jabr Omar analisa planos de Trump para Gaza

Edição da Manhã: Jabr Omar analisa planos de Trump para Gaza

Na edição desta quinta-feira (6) do programa Edição da Manhã, da RádioCom Pelotas, o professor aposentado do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Jabr Omar, comentou sobre as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tomar posse da Faixa de Gaza. Trump manifestou a intenção de assumir o controle do território palestino e sugeriu a remoção da população palestina para países vizinhos, o que gerou fortes críticas da comunidade internacional.

Declarações de Trump e sua viabilidade

Omar classificou as afirmações de Trump como "ignorantes" e destacou que o presidente frequentemente faz declarações polêmicas para desviar atenção de outros acontecimentos. Para ele, o discurso de Trump e o apoio do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, têm como objetivo criar uma narrativa que normalize a remoção da população palestina, apesar de ser uma medida impraticável.

"Trump quer fazer parecer possível algo que é impossível. Ele usa estratégias discursivas para desviar a atenção das atrocidades e da limpeza étnica que está ocorrendo em Gaza", afirmou o professor.

O impacto global da proposta

Segundo o professor, a reação internacional foi amplamente negativa. Governos de países árabes e aliados históricos dos EUA, como França e Inglaterra, rejeitaram a proposta. Omar também apontou que Trump convidou os líderes da Jordânia e do Egito para negociações na Casa Branca, na tentativa de convencê-los a aceitar refugiados palestinos, mas ele acredita que esses países não aceitarão tal acordo.

"A Jordânia e o Egito veem essa proposta como uma ameaça à sua segurança nacional. Nenhum país está disposto a aceitar o deslocamento em massa da população palestina", destacou Omar.

Netanyahu e a guerra em Gaza

Omar também criticou o governo israelense, destacando que Netanyahu busca justificar as ações militares de Israel em Gaza, onde mais de 50 mil palestinos foram mortos e cerca de 150 mil ficaram feridos. O professor afirmou que o exército israelense tem falhado em seus objetivos militares e tem se destacado apenas na destruição de infraestruturas civis.

"Israel foi fundado sobre dois pilares: imigração externa e força militar. No entanto, o exército israelense perdeu credibilidade desde o início do conflito em Gaza, pois não conseguiu atingir seus objetivos", explicou o professor.

Os desafios para a paz na região

No seu entender o futuro do conflito depende de um diálogo realista, algo que Netanyahu e Trump tentam evitar ao criar discursos que desviam a atenção do cerne da questão palestina. Omar ressaltou que o povo palestino tem resistido historicamente e que não aceitará ser deslocado de sua terra, independentemente da pressão internacional.

"Os palestinos enfrentaram a fome, a guerra e a morte, mas continuam em sua terra. Não será Trump quem irá tirá-los de lá", concluiu.

Confira a entrevista completa no canal da RádioCom Pelotas no YouTube.



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